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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Livros do Doom e a Amazon

Aqui há uns tempos este vosso colaborador tinha lido a quadrilogia da serie Doom, baseada nos jogos da ID software e uma vez que a libra agora está quase ao preço do euro, aventurou-se a mandar vir da amazon.co.uk .

Os livros 1, 2 e 4 havia à venda, novos, quer da amazon, quer de lojas associadas. A opção não foi dificil de tomar, pelas lojas associadas, pois cada livro ficou bastante mais barato. Sem impostos, ficava 1£ + 2.5£ de portes, o que mesmo assim ainda fica em cerca de 6£ cada um. Ao fim de uma semana estavam todos cá em casa.
Livro 3 É outro caso. Consegui mandar vir dos estados unidos uma cópia em bom estado, segunda mão, por 2£, MAS ainda não chegou (foi encomendado dia 27 de Dezembro) . The thing is, hoje, cada uma das 3 cópias disponiveis na amazon custam 18.99£ novo ou 42.40£ usados... e a pergunta que se impõe é : WTF ??? 42£ por um livro usado??? Acho que o filme não tem NADA a ver com estes livros, mas...


Anyway, uma vez que já reli os primeiros 2, vou ter que esperar mais um pouco a ver se o 3º chega para poder terminar a história..


Eu diria que apenas o primeiro e segundo livros são realmente inspirados nos jogos, sendo o terceiro e quarto obras originais e muito anteriores ao terceiro jogo - todos os livros são de 1995/97 .






É uma boa leitura, mas muito mais lenta do que outros livros em português...

UPDATE 6/02/2009 :

Finalmente o livro 3 chegou!!!! yeeee!!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Os homens que odeiam as mulheres

Citando o Canela e Hortelã:

Män som hatar kvinnor é o primeiro livro da trilogia Millenium, escrito por Stieg Larsson, agora publicado na língua de Camões com título Os homens que odeiam as mulheres, pela Oceanos, da editora ASA.

Mikael Blomqvist é um jornalista e co-fundador da revista Millenium, que se dedica principalmente a desmascarar escândalos na alta finança, mas que acabou de ser declarado culpado de um caso de difamação a uma as mais influentes personalidades suecas.

Henrik Vanger é um grande empresário na reforma com um passado familiar conturbado que anda obcecado há 40 anos com o desaparecimento da menina dos seus olhos, a sua sobrinha Harriet Vanger. Desapareceu sem deixar testemunhas, qualquer prova, mas Henrik está convencido que foi assassinada. Aproveitando-se da problemática situação em que se encontra Mikael, Henrik pede-lhe para escrever um livro sobre os podres da família Vanger, como desculpa para investigar o desaparecimento de Harriet.

Lisbeth Salander é a Rapariga da Tatuagem de Dragão, e é uma investigadora excepcional e irreverente, com muitos trunfos na manga, que irá juntar forças com Mikael para deslindar o mistério da família Vanger.

Com uma intriga forte, cativante, cheia de suspense, Stieg envolve-nos no mundo contemporâneo da corrupção e do crime, da qual ninguém vai sair ileso.

Está também neste momento a ser feitos filme para o primeiro e também para o segundo da trilogia, com titulo em inglês de The girl that played with fire.

Stieg Larsson recebeu o prémio para o Melhor Romance Criminal da Academia Sueca de Ficção Criminal, em 2006, pelo livro Os homens que odeiam as mulheres.


Antes da sua carreira como escritor, Stieg Larsson era conhecido pela sua luta contra o racismo e extrema-direita. Em meados dos anos 80 ajudou a começar um projecto anti violência chamado "Stop the racism". Em 1995 fundou a Expo-foundation, onde mais tarde se tornou chefe executivo. Desde 1999 foi nomeado editor chefe da Expo, uma revista publicada pela organização Expo.
Morreu em Novembro de 2004 de ataque de cardíaco, pouco depois de ter entregue a trilogia Millenium para a editora.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Juliet Marillier em Lisboa para promover "Danças na Floresta"

De aspecto simples e humilde, a jovial autora neozelandesa Juliet Marillier deslocou-se a Portugal para a promoção do seu livro Danças na Floresta, editado entre nós pela Bertrand Editora.

Adjectivada por muitos como a nova "rainha" da literatura
fantástica e sempre comparada a Marion Zimmer Bradley, Marillier conversou com o Canela&Hortelã durante a sua passagem por Lisboa.

De forma aberta, sincera e despretensiosa, a autora revelou-nos que apesar da comparação a lisonjear, prefere ser reconhecida por ela própria. "Os meus livros são diferentes, são mais centrados nas personagens, nalguns casos estas são até um pouco mais históricas que as de Bradley", revelou-nos, embora confesse que, nesta fase da sua vida, mais dedicada à casa e à família, vive também através das suas personagens.

Personagens e enredos que lhe surgem de forma fácil, como ela própria confessou, "O Fantástico vem-me naturalmente, se fosse outro tipo de estória se calhar iria ter mais dificuldades".

Embora só tenha começado a publicar os seus trabalhos recentemente, a escrita sempre fez parte da sua vida, desde jovenzinha na escola, um gosto que sempre guardou e voltou a arriscar numa fase mais tardia da sua vida.

Uma aposta que começou logo alta, com a trilogia "Sevenwaters", inspirada nas lendas célticas, primeiramente publicada na Austrália e posteriormente na Grã Bretanha e nos Estados Unidos, depois pelo resto do mundo, revelando-se um verdadeiro sucesso editorial, chegando mesmo a ganhar vários prémios.

Um sucesso confirmado com a trilogia "As Crónicas de Bridei" e a "Saga das Ilhas Brilhantes", inspirados nas lendas escocesas e galesas e que não subiu à cabeça da autora. "Sou uma pessoa normal, que vive uma vida simples, onde eu moro todos sabem quem eu sou e o que eu faço, não me deixei afectar pela fama, trato do jardim, dos netos e da casa, como qualquer pessoa", confessou.

Para compor as suas estórias diz fazer muita pesquisa, "leio muitos livros de referência, pesquiso na internet para encontrar ideias e também viajo muito", revelou.

E foi numa das suas viagens que "criou" as cinco irmãs que protagonizam este último romance, cuja acção decorre nas misteriosas e encantadas florestas da Transilvânia, na Roménia.

"Eu queria escrever um romance baseado no conto "As Doze Princesas Bailarinas" e depois dos outros livros, eu queria escrever um que fosse um pouco mais "negro", então pensei na Transilvânia e nos seus contos, então lá, surgiu esta estória, um pouco mais próxima do mundo real e para um público um pouco mais jovem que o habitual", contou a autora.

"Esta é uma estória sobre uma família de cinco raparigas, a relação entre elas e também uma estória de amor. ", descreve Marillier, que destaca como especial neste livro a relação entre Jena (a filha mais velha) e Gogu (o seu sapo de estimação), um par que vai lutar por um final feliz, tal como Tati (a segunda filha) e Tristeza (um jovem do Povo da Noite).

Os finais felizes que são um elemento obrigatório nos romances de Juliet Marillier, que nunca escreveu um livro em que as personagens não terminassem bem. Um desfecho que espera repetir no seu próximo livro "Heart's Blood", um romance gótico, com fantasmas como protagonistas, que espera entregar ao seu editor no fim do ano. Mais ou menos na mesma altura, está prevista a publicação em Portugal de
Cybele's Secret, uma estória que tem por cenário a Turquia dos sultões.

Julliet Marillier regressa a casa no fim-de-semana, depois de uma sessão de autógrafos, hoje dia 17, na Fnac do Colombo, pelas 18h00, uma breve visita a Lisboa e outra a Sintra, com um grupo muito especial de leitores, que pretendem mostrar à autora fantástica, um dos locais mais fantásticos e místicos do nosso país, quem sabe não inspirarão a autora num próximo livro.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

“O Cavaleiro da Ilha do Corvo” – novo livro levanta dúvidas e reaviva lendas


“No cume da ilha negra erguia-se a estátua de um homem. Assim conta a lenda. Esbatidas as feições de pedra, era clara a figura de um homem a cavalo que apontava a noroeste, em direcção ao Novo Mundo.”

Este é o ponto de partida para a primeira obra de ficção, da autoria do Professor Joaquim Fernandes, “O Cavaleiro da Ilha do Corvo”, recentemente editado pelo Círculo de Leitores e pela Temas & Debates.

Especialista no “imaginário português”, o autor vai ao longo de mais de 300 páginas e com ajuda de algumas personagens questionar algumas verdades históricas, tidas como inabaláveis.

A existência de uma estátua de um cavaleiro, vestido com trajes do norte de África e um dedo a indicar o novo mundo, numa ilha desabitada no meio do Atlântico, são o ponto de partida de uma história, que tem como protagonistas um historiador luso-americano Michael Serpa e uma professora universitária luso-francesa Lúcia Lacroix.

De Boston a Lisboa, dos Açores a Sintra, de arquivo em arquivo, as personagens vão tentar descobrir o que é verdade na História, se a estátua existiu mesmo e se sim quem descobriu os Açores primeiro que os Portugueses e se já sabia da existência do Novo Mundo?

Tudo perguntas incómodas, que um grupo designado de Cristoforos não quer ver respondidas, nem que para isso tenham que perseguir, chantagear e até matar.

Uma aventura cativante, de leitura fácil e que nos faz questionar: “Até que ponto é verdade a História que nos ensinaram na escola”?

Um mistério a desvendar.